Desenvolver Aplicativos no Brasil vale a Pena?

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Ao abrimos aplicativos pelo nosso smartphone, estamos pagando um tributo. Tributo a um dos mais importantes aspectos do ciclo tecnológico atual. Estou falando da proliferação de apps.  E por que não de equipamentos pessoais de acesso à rede mundial de computadores. São eles que proporcionam uma conectividade cada vez maior.

O acesso à internet por meio de dispositivos móveis, tem crescido de maneira vertiginosa tanto no Brasil como no mundo. O desenvolvimento de aplicativos novos e o mercado por trás disso têm seguido essa tendência. E cabe dizer que essa é uma trilha de crescimento acelerado.

Vamos ver nesse post alguns dados sobre o crescimento dos dispositivos móveis no Brasil. Veremos como esse mercado tem dado mostrar que vai tomar conta da maior parte dos acessos e utilização diária da internet.

Smartphones e o uso de aplicativos pelos brasileiros

Seja você um desenvolvedor. Seja alguém que por algum motivo já pensou em criar um aplicativo, você já deve ter tido a seguinte experiência. Você descobriu que para tudo, ou pelo menos quase tudo, já há um aplicativo pronto nas lojas do Google e Apple. Imagine então o desafio par quem está para começar uma startup de desenvolvimento mobile?

Se fossem lojas físicas, a Apple Store a Google Play Store ocupariam prédios inteiros. Os produtos em suas estantes provavelmente ocupariam corredores inteiros. A figura 1 mostra o avanço no número total de aplicativos disponíveis na Google Play desde de 2009.

Crescimento do numero de aplicativos na google play store

Figura 1: Crescimento do número total de aplicativos disponíveis na Google Play Store de dezembro de 2009 a março de 2017. Fonte: www.statista.com

 

O número de aplicativos já se aproxima dos três milhões, sendo que em 2009 não chegava aos 100 mil. O gráfico é praticamente uma curva exponencial e dá ideia do aumento da importância dos Smartphones, principal dispositivo móvel usado no mundo todo.

O Brasil não é exceção a essa regra. O número de Smartphones nas mãos dos brasileiros tem crescido sucessivamente. Apesar de um certo arrefecimento nas vendas durante a recessão, é esperado que o alcance dos celulares inteligentes e seus aplicativos chegue números cada vez maiores nos próximos anos.

Uma pesquisa do Google Consumer Barometer indicou que o uso dos smartphones no Brasil saltou 4,5 vezes entre 2012 e 2016. Esse último ano de 2016 foi especialmente importante para o mercado de smartphones e aplicativos no Brasil. Nele veio a tona a constatação de que os brasileiros utilizam mais os celulares do que seus computadores pessoais para acessar a internet.

O crescimento no número de Smartphones no Brasil

O número de acessos em 2015 já dava mostras de que essa tendência já é uma realidade. Esse dado atesta uma mudança fundamental de paradigma no mercado de equipamentos eletrônicos e tem consequências para o mercado de desenvolvimento de aplicações mobile.

Para as redes de dados móveis 3G e 4G, o ano de 2015 no Brasil teve 191,8 milhões de acessos na banda larga móvel. Já a banda larga fixa, acessada a partir de computadores pessoais obteve “apenas” 25,4 milhões de acessos. Ou seja, os brasileiros de longe já utilizam mais o smartphone e seus aplicativos em seu dia a dia do que seus computadores pessoais.

A fonte de toda essa mudança de referência pode ser vista também no aumento do número de smartphones em circulação no Brasil. O número, tal como o número total de acessos e de aplicativos desenvolvidos, também cresceu de forma acelerada.

Eram 70 milhões de smartphones nas mãos dos brasileiros em 2013. Em 2016, de acordo com a (FGV-SP), esse número alcançou incríveis 168 milhões de smartphones em uso. Esse dado consta da  a 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas. Em 2015 eram 152 milhões, o que resulta em um crescimento de 9% entre 2015 e 2016.

O avanço no número de smartphones no Brasil só faz o mercado de apps e serviços móveis ganhar importância. Isso segue a tendência mundial. Desenvolvedores brasileiros tem arregaçado as mangas para dar conta da demanda. E o mercado não dá sinais de que os programadores mobile terão alívio pelos próximos anos.